As Eleições de 2020 e o Parque Janelas para o Rio

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2020 se aproxima, com ele chegarão as eleições para renovação dos mandatos de Prefeitos e Vereadores em todo território nacional. Também vem junto a mentira, a dissimulação e o oportunismos eleitoral. 

O caso do Projeto do parque “Janela Para o Rio”, que será construído em Gravatá, precisamente no terreno do antigo matadouro, localizado no Bairro do Jucá, projeto exaustivamente discutido com o Prefeito Joaquim Neto, agora entra na pauta eleitoral, não de forma positiva, mas de forma eleitoreira e oportunista.  

Assim vejamos: 

O Projeto do parque “Janela Para o Rio” nasce em 2008 com o Plano Hidroambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, fruto do contrato Nº 005/2009 firmado entre o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Recursos Hídricos (SRHPE), e o Consórcio Projetec – Projetos Técnicos Ltda. e BRL Ingénierie, com recursos do PROÁGUA Nacional/Banco Mundial. 

Neste contexto, o Plano Hidroambiental desenvolveu um Diagnóstico compreendendo estudos hidrológicos, ambientais e socioeconômicos, analisou Cenários futuros em termos tendenciais e sustentáveis e propôs Planos de Investimentos para subsidiar a concretização de ações estruturais e não estruturais. Além disso, sistematizou para disponibilizar no sítio da SRH-PE os produtos para consulta da população interessada. Esses estudos compõem cinco produtos constituídos por Relatórios Técnicos. Dada à abrangência e ao foco deste estudo, presume-se que o mesmo venha a ser um instrumento de grande importância para a gestão dos recursos hídricos do Estado de Pernambuco especialmente para o desempenho das funções legalmente previstas, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca (COBH Ipojuca).

Os Planos de Investimentos compreendem um conjunto de ações propostas e dimensionadas em termos de execução e custo, para implementação na Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, com vistas a reduzir o passivo ambiental e propiciar a sua sustentabilidade. Foram formulados como respostas aos diferentes problemas e potencialidades identificados no Diagnóstico Hidroambiental, o qual forneceu as bases para o estabelecimento dos Cenários Tendenciais e Sustentáveis para 2015 e 2025 e apontou as intervenções e reformulações necessárias ao desenvolvimento sustentável da bacia. A proposição desses Planos para a bacia hidrográfica do rio Ipojuca considerou inicialmente o conhecimento coletivo, expresso por técnicos, especialistas e pelos participantes das reuniões e oficinas de mobilização social: a bacia hidrográfica do rio Ipojuca sofreu impactos de diferentes naturezas e causas, deixando um passivo ambiental, (PHA 2009). E gostaríamos de ressaltar a grande contribuição ao Plano de Investimento do atual Secretário de Desenvolvimento Rural de Gravatá o Sr. Aarão Lins de Andrade Netto, que na época era o Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ipojuca – COBH. Que 10 anos depois, volta para continuar o trabalho iniciado em 2008. 

É neste contexto, o Plano de Investimento tem três Eixos complementares entre sim: Eixo I –  Socioambiental, Eixo II – Infraestrutura Hídrica e Eixo III – Gestão dos Recursos Hídricos. Conforme cronograma anexo. 

*Plano de Investimento por eixo temático anexo na pág. 71 do Plano Hidroambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca. 

Como se ver no Eixo I – Socioambiental, a primeira proposta e justamente a construção de um parque que valorize o Rio Ipojuca, no caso, ganhou o nome de “Janela Para o Rio”. Ou seja, o projeto é o desdobramento do Plano Hidroambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, e não da iniciativa de um grupo oportunista, que nos últimos 10 anos forma responsável pela decadência do Município de Gravatá e ainda continua a atrapalhar o seu desenvolvimento. 

Outro momento de oportunismo deste grupo foi a tentativa fracassada de se apropriar da obra de pavimentação da Rua Desembargador Pedro Martiniano Lins que liga a Perimetral à Rua XV de Novembro, obra que surgiu da necessidade de encontrar uma alternativa à interdição, tanto pela Prefeitura quanto pela Compesa, da Perimetral na altura da Fazenda Sampaio em função da obra do saneamento. A Prefeitura se comprometeu em fazer a linha d’água e o meio fio e a Compesa fazer o asfalto, classificado como Tratamento Superficial Duplo, ficando a conclusão definitiva para o futuro. 

Novamente, estaremos atentos e prestando as informações necessárias a população, evitando assim, que sejam enganados e levados a cometerem erros irreparáveis, como aconteceu em 2012.    

Joeides Pereira da Paz

É Secretário de Planejamento e Orçamento da Prefeitura de Gravatá. 

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