Gravatá tem gestão julgada irregular pelo TCE e prefeito “pede para sair” do PTB

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Sem alarde, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou irregular a gestão fiscal do prefeito de Gravatá, Bruno Martiniano, referente ao terceiro quadrimestre de 2013, primeiro ano a gestão.

Segundo o relatório técnico, o prefeito de Gravatá descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), gastando 66% das receitas públicas com pessoal, quando o máximo é de 54%.

“A gestão da Prefeitura de Gravatá prosseguiu agravando o quadro da gestão fiscal no Município, chegando a 66,65% de despesas com pessoal no 3º quadrimestre de 2013”, apontou a relatora do processo, conselheira Teresa Duere.

Bruno Martiniano não se defendeu das acusações constantes do relatório e foi multado em 19 mil reais.

Há um outro processo aberto contra o prefeito, desta vez para avaliar a gestão fiscal em 2014. O segundo processo está sendo preparado na Inspetoria de Bezerros do TCE.

Bruno Martiniano pediu sua desfiliação ao PTB, nesta quinta-feita (21).

O processo de expulsão contra Martiniano já estava pronto para ser votado pelo PTB em Pernambuco, levando o prefeito a se antecipar na desfiliação.

Nas eleições de 2014, Martiniano não apoiou o candidato a governador do seu partido, o atual ministro Armando Monteiro (PTB).

O prefeito de Gravatá ficou no palanque do atual governador Paulo Câmara (PSB).

Apesar do apoio eleitoral ao atual governador, o PSB em Gravatá é rompido com o prefeito, inclusive o vice Rafael Prequé (PSB).

Recentemente, o líder do governo na Assembleia, deputado estadual Waldemar Borges (PSB), deu indicativos de querer disputar a Prefeitura em Gravatá, contrariando os interesses de Martiniano em se reeleger em 2016.



Fonte: Blog do Jamildo